A história de um blazer navy

31 de janeiro de 2011

Certas roupas ficam mais legais à medida que o tempo vai passando e vão sendo acumuladas histórias e experiência entre você e a peça. Uma blusa, um jeans ou um vestido que tenha vivido com você algum momento incrível, vai ganhando estrelas na porta do guarda-roupa e o carinho por aquele ítem vai aumentando, quase que como uma amizade.

Perder ou emprestar essas peças é algo impensável, mas depois que vi esse vídeo, fiquei pensando que é importante desapegar. Roupa é pra deixar a gente feliz.

Nem parece, mas é uma propaganda da Tommy Hilfiger.

Fazer mala não é fácil, nem para uma pessoa desapegada como eu. Pensar, milimetricamente, o que você precisa ter durante 10 dias e dentro desse cenário, tirar a metade (sim, porque se fosse levar o que eu realmente achasse que iria precisar nesse período, era melhor deixar o armário completo), é praticamente uma mutilação.  Nos primeiros dois dias você se arrepende de não ter trazido aquela blusa, ou aquele sapato, mas depois (como não tem jeito), você esquece e vai tentando se adaptar ao novo micro guarda-roupa.

É normal acontecer também um certo estranhamento do tipo: “por que eu trouxe isso?”. Além, claro, da dificuldade (natural) de não conseguir combinar algumas peças aleatórias, que a gente achou de chamar de “coringas”. É verdade, porém, que uma mala feita com um pouco mais de planejamento, evita certos probleminhas (esquecer o sutiã branco é um clássico). Para quem consegue, meus parabéns.

Não junte, cole.

30 de junho de 2010

Eu tenho mania de revistas. Tudo começou lá atrás, com a Capricho. Depois, herdei a coleção de SET da minha madrinha e virei cinéfila. Passei e fiquei, nas revistas de decoração, design e de moda. Vez por outra vou lá e faço uma arrumação, tiro algumas, mas não consigo baixar tanto assim o volume. Tenho uma pena enorme…

Acontece que dentro de mora uma pessoa superequilibrada, que pratica adora  o Feng Shui e que acredita na energia das coisas. Ou seja: guardar, só o necessário. E tem um outro detalhe: estante é lugar de livro e não de revista, né? Tudo bem, tudo bem…a prática não é bem assim. Mas eis que surge uma superideia para dar aquela forcinha na hora de se livrar das revistas amadas: Colagens.

Todas essas são da Lolla, do incrível Hello Lolla. Ela conta que foi uma maneira de desapegar e matar o tempo. Suas referências são  lindas e sempre inspiradoras. O blog vale uma visita longa, para ir descobrindo seus detalhes e dicas. Essas colagens me encheram de coragem. Se ficar bom assim, coloco até na parede.

Como personal stylist, uma das coisas mais difíceis para mim era entender o apego das pessoas com as roupas. A blusa que usou na viagem do terceiro ano e deu sorte (de uma pessoa que já está formada e trabalhando), o primeiro terninho que comprou, um vestido que usou no casamento da irmã quando tinha 16 anos, uma blusa, um short, um casaco…As explicações sempre vinham acompanhadas de suspiros e de um ” poxa…mas eu gosto tanto…” Roupas que não fazem parte do dia a dia, apenas estão lá, como que para dar segurança, tranquilizar a dona e alimentar as traças.

Infelizmente, as roupas de hoje não são feitas para durar. Às vezes, nem as de marca, aquelas que você até paga uma pequena fortuna. Claro que “a moda”  pode voltar, mas você dificilmente vai querer usar uma mesma saia depois de uma década. O modelo será o mesmo, mas você (espero) terá mudado bastante.  Pratique o desapego. Vai fazer bem para você e para outras pessoas.

Esse post foi inspirado por um tweet que vi hoje cedo, das meninas do blog A Volta da Pochete.