Das duas uma: ou eu estou ficando muito chata – o que faz todo sentido, ou moda virou um nicho de auto-ajuda cheio de regras a serem seguidas para que as pessoas (só assim) atinjam a felicidade máxima, ou alcancem o estilo desejado.

Li dois livros sobre o tema e decidi: melhor me dedicar as biografias. A Parisense – O guia de estilo de Ines de La Fressange dita tanta regra que cansa. Parece conselho de mãe, sabe? Daquela mãe meio careta, que tem um guarda-roupa incrível, mas que sempre usa as mesmas coisas e do mesmo jeito. Depois de ler o livro, a parisiense me pareceu bem sem graça, o que eu não acho que seja verdade! Quando termina o bla bla bla sobre moda e estilo, o livro vira um guia de Paris com dicas de restaurantes, hotéis e lojas, claro. Não curti.

O outro foi o Livro negro do Estilo, de Nina Garcia, editora da Marie Claire americana. O começo da história é muito bacana com ela falando sobre a infância na Colômbia e o guarda-roupa da mãe, uma figura muito interessante. Fiquei com vontade de saber mais sobre a vida dela e dos caminhos percorridos até as revistas de moda, mas não. O assunto é: como buscar um estilo pessoal, com regras e um passo a passo para chegar lá. A lista de filmes vale a pena, mas no final vira uma conversa um tanto chata sobre peças must have e dicas infalíveis de pessoas da moda sobre como ter estilo próprio. Também não curti.

Moda tem que ser mais divertida e menos cheia de “sins” e “nãos” do que esses livros falam. Imagina se vestir todos os dias com uma lista de certo e errado colado na porta do guarda-roupa? Tô fora. Sou a favor de correr riscos e seguir menos regras, mas continuo sendo mais a favor de bons livros e estantes cheias.

 

A perfeição é um exagero

29 de abril de 2012

A vida não é uma foto de revista, nem um blog de look do dia. Na vida de verdade a gente se mexe, a roupa sai do lugar, o cabelo assanha, o filho mela sua roupa de chocolate ou derrama suco na sua camisa branca. O salto quebra, o celular cai e você tem dor de cabeça. Na vida de verdade, aquela sem filtro de instagram, você não bebe dois litros de água por dia, nem faz a quantidade de ginástica que deveria e sabe o que acontece? Nada. A vida continua seguindo normalmente, um dia depois do outro. Não é incrível?

Claro que gente quer estar sempre linda (eu mesma quero!), mas se a gente não for a ___________ (complete com o nome da mulher  que você acha a mais linda das lindas), isso dá um certo trabalho. A questão é: quanto trabalho a gente quer ter. Um pouco de “tô nem aí” tem seu charme e seu poder de sedução. Tenho achado bem chato a mulherada que faz a maior força do universo para ficar linda. Tem mais estilo quem se preocupa menos. São aqueles mulheres que se pegarem uma chuva no meio do caminho não vão se desmontar, vão apenas se molhar.

Calma, calma. Não estou dizendo para ninguém deixar o cabelo do sovaco crescer e virar hippie, largada. Não é isso. É só um lembrete (até para mim mesma!) relaxar um pouco e se divertir mais.

 

A casa é nossa

24 de abril de 2012

Trabalhar em casa tem enormes vantagens sobre as quais não vou falar. O assunto aqui é uma desvantagem: com que roupa se trabalha em casa? Junto com a  enorme força de concentração e disciplina, a roupa de trabalhar em casa é assunto recorrente entre as pessoas que fazem parte dessa categoria, como eu, por exemplo.

Quando a agenda trabalha a favor e todos os compromissos se encaixam com perfeição (quase nunca, no caso), é uma maravilha. A pessoa acorda já sabendo o que vai usar e tudo se resolve. Mas e quando isso não acontece? Bom, o primeiro aprendizado é que: apesar do nível máximo de conforto, o pijama não é a roupa mais adequada para tal atividade. O segundo aprendizado é que também não dá para ser aquele short sem elástico, com um furo nos fundos, junto com a camisa do marido e o motivo é simples: imprevistos acontecem. Você pode ter que sair às pressas para resolver algo na rua e esquecer que está vestida de trombadinha (Oi!), pode chegar sedex e você ter que receber o carteiro/porteiro, o filho pode te chamar para brincar no play…São tantas coisas que vocês nem imaginam!

É importante encontrar um meio termo de roupas e é isso que estou tentando fazer. Nem oito, nem oitenta (coisa complicadíssima para uma escorpiana), sabe? E para mim, o aprendizado está acontecendo na hora de guardar as roupas. Separar antes e escolher um canto para cada “tema” ou “atividade” tem funcionado para mim. CLARO que nessa minha pilha tem aquelas blusinhas furadinhas ou faltando um botão há mais de 6 meses. Tem também duas bermudas jeans que podem muito bem mudar de pilha, dependendo da programação do fim de semana e tem ainda dois pares de sapatilhas que passaram por uma rigorosa seleção e foram desviadas da sacola de doação para permanecer junto à família. Estão bem velhinhas as pobres, mas eu adorei ter encontrado uma nova função para elas.

Na parte dos “truques”, uma coisa que funciona bem para mim é tomar banho ( Não se sintam pressionadas, estou falando de mim, ok?) e passar uma maquiagem bem leve, para não espantar ninguém. Corretivo e rímel transparente, só para desamassar. Hoje, nessa fase “prestando atenção aos meus hábitos para me vestir melhor sempre”, acho que o trabalhar em casa perde o aspecto conforto/largado para ficar mais conforto/bonitinha. E a luta continua, companheiras!

Imagem via Pinterest

 

 

Só seu e de mais ninguém

20 de abril de 2012

O óculos escuro arredondado está para Constanza Pascolato assim como as pérolas estão para Chanel. São marcas registradas dessas figuras e não tem como disassociar. Mas a gente nem precisa ir buscar ícones distantes. Se olharmos ao redor vamos lembrar de amigas, das nossas mães ou vizinhas e peças (ou qualquer outra coisa) que marcavam essas pessoas.

Tive uma professora na faculdade de design não tinha uma marca registrada, mas várias. Ela era alta e bem gordinha, o que poderia dificultar produções do dia-a-dia, mas essa não parecia ser uma questão para ela. Sempre elegante, com roupas escuras e acessórios enormes, essa professora era reconhecida por seu estilo e charme. Ela não passava despercebida.

Antes de escrever esse post, fiquei pensando qual seria minha marca registrada e não consegui pensar em uma. Usei por mais de dez anos o mesmo perfume (será que vale?), mas faz justamente 3 meses que mudei (!!). Corto o cabelo regularmente, indo sempre do longo ao curto, sem muita pena, ou seja, estou sempre mudando o cabelo; esqueço de usar brinco (talvez isso seja uma marca?), não tenho um colarzinho de estimação (nem aqueles com crianças de ouro!), não tenho vários anéis. Não uso sempre preto ou qualquer outra cor com tanta frequência a ponto de ser uma marca registrada.  Não costumo usar lenços, nem anéis, apesar de adorar! Meu deus e agora?? Quando as pessoas pensam em mim, do que será que elas lembram? (Não precisa responder, tá? Isso sou eu falando comigo mesma)

Depois do pânico inicial, achei bom. Me senti uma página em branco, pronta para criar uma marca registrada. Que na verdade, não precisa ser feito a da Constaza ou da Chanel. Pode ser a minha e que mude daqui a um tempo. Tudo muda, não é? E nesses últimos tempos tenho ouvido sempre uma coisa que anotei na agenda: a gente é rio, não árvore.

 

 

Vá de borboleta

26 de maio de 2011

Um casal que faz coisas. É assim que Susan e Stephen se definem. E entre cartazes retrô e objetos de madeira, surgiu a marca FORAGE, que faz as gravatas borboletas mais lindas que eu já vi.

Tudo é feito por eles: da escolha do tecido, passando pelo corte, a costura e a entrega. O cuidado nos detalhes transforma uma simples gravata em um objeto cheio de valor e amor, claro.

Caderno de estilista

20 de junho de 2010

Quase todo mundo que gosta de moda e quer trabalhar com o tema, já pensou (em algum momento) em ser estilista. Esse pensamento é logo tomado por um outro, mais importante: “não sei desenhar nem uma casa, como é que posso desenhar roupas??” E aí, pula-se para a próxima profissão da lista. Acontece que, nem tudo está perdido e se você quer mesmo criar coleções incríveis, o desenho será apenas um detalhe.

Em minhas andanças pela internet, encontrei o Fashionary. Um caderno, tipo moleskine, que é um sketchbook para estilistas, ou, no bom e velho português, um caderno de rascunhos. Esse cardeno, vem com várias informações sobre medidas, tecidos, formas, peças, etc, além de bonecas (desenhadas beeem de leve, que não dá quase para ver), para serem decalcadas (oi, eu tenho 45 anos).

Quem se interessou, o moleco custa apenas $16,00 e pode ser encomendado aqui, ó.

O editorial nosso de cada dia

18 de junho de 2010

Tá difícil escolher a roupa de todos os dias? Não consegue variar muito as combinações de saia e blusa? Está com a nítida impressão de que já usou absolutamente tudo que seus olhos conseguem ver naquela bagunça que está o seu guarda-roupa? A internet pode ser a solução dos seu problemas! Bom, pelo menos, tem sido a minha.

Comecei a “favoritar” vários blogs de looks pessoais e hoje a minha lista tem mais de 60. Esses blogs passaram a funcionar como um grande catálogo de estilos, que eu posso consultar, sempre que a imaginação não estiver muito fértil.

São pessoas comuns, de várias partes do mundo, que se dispoem a mostrar o que estão usando e o que fazem para dar mais graça a uma roupa absolutamente normal, sem as grandes produções das revistas.

Estou ensaiando fazer esse tipo de post há um tempo, mas MORRO de vergonha e sempre veto as minhas fotos. Não se preocupem que já estou tratando isso na terapia e quem sabe, teremos minhas escolhas por aqui!

Fiz uma seleção com alguns blogs que tenho visitado com certa frequência. Não são os mais famosos, até para que vocês também “descubram” essas meninas e escolham a que combina mais com o seu estilo.

1. Carol Burgo, dona do Small Fashion Diary é do Recife e em seu blog é possível encontrar além de ótimas referências visuais,  combinações descontraídas para ser usadas no ambiente de trabalho ( e fora dele, claro!). Carol é publicitária e tira as fotos entre um job e outro.

2. Jasmin, do Friend in Fashion, uma australiana low profile que sempre tem looks ótimos, para várias ocasiões. Entre as escolhidas, ela talvez seja a que mais se arruma!

3. Tori, do The Fashion Cloud. Essa moça é super básica, mas tem muito estilo. Está sempre com cores neutras, mas essa cor de cabelo ajuda a levantar qualquer produção, né?

4. Jessica Schoroeder, na verdade não tem um blog e sim, um tumblr, o What I Wore. Sabe quando você nem conhece a pessoa, mas acha ela uma simpatia? Pronto. Tenho esse sentimento em relação a Jessica. Adoro a maneira divertida como ela combina as cores e as estampas. Até suas fotos de inverno têm uma pitada de cor, de bom humor.

5. Valentine, é francesa e deve ser amiga da Betty (Só pode!!). O seu blog, o Hello it’s Valentine é o mais menininha, com looks mais românticos. Tem muita coisa linda, que dá vontade de copiar.

6. E por fim, a espanhola Alexandra, do Lovely Pepa. Eu AMO os looks dela e agora no verão europeu, então…cada um mais lindo do que o outro.