Quando vim para São Paulo tive a enorme sorte de encontrar pessoas muito especiais, responsáveis por eu gostar tanto dessa cidade. Uma dessas pessoas foi a Laura. Entre tantas coisas bacanas que nos aconteceram João e Gabriel, nossos filhos, foram sem dúvidas, a melhor de todas. João é de agosto e Gabriel de setembro. Duas figurinhas queridas e feitas da mesma matéria, como eu gosto de dizer.
E como o que é bom nunca vem sozinho, além da Laura eu “ganhei” uma famÃlia inteira, dessas grandes e lindas, com direito a casa no campo e tudo mais. E é lá que a gente vai, de vez em quando para renovar o oxigênio e deixar as crianças brincarem juntas e totalmente livres.

Para a Laura, eu só agredeço. Por tudo, mas principalmente pela generosidade e coração enorme. Do tamanho de São Paulo.
Vim de uma cidade que por vontade quase própria, decretou o fim das festas simples para as crianças. Nada de brincadeiras espontâneas ou brigadeiro feito em casa. A ordem era clara: confinar os pequenos aniversariantes em caixas de concreto, cercada por brinquedos barulhentos e luminosos. Cafona.
Eis que, em uma cidade nova, muito maior e mais cheia de gente, descobri que essa moda não pegou em todo lugar e que nas bandas de cá, bom mesmo é deixar criança brincar solta e se divertir do jeito que ela achar melhor. Pode correr, andar de bicicleta, se sujar.
Esse foi nosso domingo: piquenique na praça, para comemorar o aniversário de um amigo querido da escola do João. Por sinal, um outro João. DelÃcia, né?

P.S: Esse vai ser o novo “roupa de domingo”: um pouco mais de mim, do que eu fiz, da minha vida de verdade.
Acho que o portão vermelho veio antes da roupa. Acho não, tenho certeza. Mostrar o que eu estava usando só era divertido porque encontrei um cenário que tinha uma história. E isso é mais importante do que qualquer peça de roupa. Agora não tem mais portão. E tudo bem. Encerrei um ciclo bom.

Escolhi a foto com a cara mais lavada para falar sobre preguiça. Sou daquelas que diz, de vez em sempre, que nunca sai de casa de cara lavada, mas nós sabemos que isso não é uma verdade absoluta. Tem dias que não tem clima para maquiagem, cabelo, unha. Uma preguiça mesmo. E aÃ, deixar as feminices e frescurinhas de lado (mesmo que por um dia) é quase libertador. Pode tentar em casa.

FamÃlia. Cada uma é de um jeito, mas no fundo, são todas iguais. Confusões, apertos, abraços, desencontros mas sempre, sempre, muito amor. Um sentimento meio esquisito, que você não sabe direito por que, nem como, mas é. Simplesmente. Esse ao meu lado é Júlio. Meu irmão, filho do me pai. Do lado dele, tem também a Mariana, minha irmã e como tradição não é o nosso forte, tenho ainda Diana, que é filha da minha mãe.
Diana eu vi nascer e era a minha boneca -é até hoje. Júlio e Mariana conheci quando eles já eram grandes. Júlio tinha 6 e Mari 10 e eles moram em Goiânia. Lembro tanto desse dia, que é engraçado. Eu estava super nervosa, mas o júlio tratou de contar muitas piadas e deixou tudo mais leve. Hoje ele tem 15 é cinéfilo e veio conhecer São Paulo. Quer fazer faculdade aqui e eu acho isso o máximo. Ele é especial e tê-lo por perto é sempre incrÃvel. Volte sempre, irmão.

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São Paulo sofre de esquizofrenia climática séria. Um mesmo dia pode começar com chuva forte, seguido de sol, também forte e esfriar sem mais nem menos. Bom para pegar uma gripe, certo? O jeito é misturar, leve com pesado e andar com um casaquinho ( e um guarda-chuva) sempre a tira colo.


Em um passeio megacultural ao centro de São Paulo, mais precisamente na Rua Zé Paulino, garimpei peças de inverno com preços bem justos. Na minha opinão, caro e barato são medidas relativas – e cada um sabe o tamanho do bolso que tem. O meu é pequeno e eu não dispenso uma oferta. Por isso eu AMEI esse tricô de corações, que custou a bagatela de R$25,00.

Claro que eu não anotei o nome da loja, mas em toda a rua é possÃvel encontrar coisinhas legais e interessantes. Vale a pena a caminhada.

E assim, só para aproveitar o embalo da palavra caminhada, veio o domingo – frio e lindo – para usar as minhas novidades.

Saia longa é bom para esconder filho. Para brincar de cabana, para rodar sem mostrar a calcinha, para ficar com cara de princesa da cidade. Saia longa protege a perna do frio e deixa o look charmoso, quase sem esforço. Eu adoro.




Eu tinha 15 anos quando nos conhecemos e entre encontros, desencontros e reencontros, escrevemos uma história linda de amor. Meu namorado, meu parceiro, meu amante. Pai do meu filho, nosso João. Feliz dia dos amores, meu amor.


Coisa melhor do mundo é amiga de irmã que vira amiga também, né? Eu tenho alguns bons casos na famÃlia e Bela é um desses. Minha designer preferida está agora morando em São Paulo e ter ela por perto é ficar mais perto também de um monte de memórias da minhas little sister. Volte sempre, viu?

