A máxima “menos é mais” vale para quase tudo na vida. Acho que só não vale mesmo para o dinheiro, quando menos é menos mesmo e não adianta inventar. Mas no tópico roupas essa máxima cabe como uma luva. Claro que a gente não nasce sabendo disso e ninguém está muito interessado em ensinar.

Mas então, porque catucar onça com vara curta? Não está tudo certo com o fato de só comprar e rechear cabides e mais cabides com as melhores tendências da estação? Pode ser que para você, sim, e aí, fica à vontade para pular para post de baixo, mas para mim não estava, até ontem.

No trabalho de consultoria a gente fala muito sobre ‘limpar” o guarda-roupa, tirar o que não serve, abrir espaço para novas coisas, mas quanto disso a gente coloca em prática? Pois então. Ontem resolvi que era a minha hora de dar o exemplo (para mim mesma, claro!). Tirei do armário 200 litros de roupas, ou dois sacos de lixo de 100 litros cada. O critério adotado foi simples: o que eu não uso há mais de 1 ano e o motivo. Simples, direto e sem sofrimento.

Não adianta se apegar aquele vestido que não cabe mais, que desbotou, que encolheu, que rasgou. Uma calça que não fecha há 3 anos não pode ser o seu motivador para emagrecer. Quando ela couber novamente, você vai estar tão feliz que vai merecer uma nova!

Tá, mas e onde entra o menos é mais lá de cima?

Um guarda-roupa com menos peça te obriga a pensar looks de maneira mais criativa (alô Um Ano Sem Zara), além de permitir que você perceba o que você de fato não tem e o que poderia comprar para combinar as roupas com mais esperteza. Claro que dá vontade de fazer isso no momento seguinte da lipoaspiração no gurda-roupa, mas aí seria fácil, né? Observar é importante e se entender com a nova realidade também, mesmo que ela dure pouco.

Eu estou me sentindo pobrinha de roupas (ainda mais porque Irene não permite que eu use tudo o que ficou!), mas vai passar, até porque isso não é uma verdade verdadeira e a gente sabe. Vai ser uma delicia preencher o vazio de maneira mais racional e menos emocional. No final, meu bolso vai é agradecer!

 

Quadro mágico ( da princesa)

25 de outubro de 2011

Tem uma princesa que mora dentro de mim. Ela fica ali, brigando por um espacinho e sempre que eu dou bobeira, ela aparece, toda formosa e cheia de encantamento. Esse quadro é todo dela.

Quadro mágico de coisas lindas que vou encontrando por aí. Por aqui, para ser mais exata.

Como personal stylist, uma das coisas mais difíceis para mim era entender o apego das pessoas com as roupas. A blusa que usou na viagem do terceiro ano e deu sorte (de uma pessoa que já está formada e trabalhando), o primeiro terninho que comprou, um vestido que usou no casamento da irmã quando tinha 16 anos, uma blusa, um short, um casaco…As explicações sempre vinham acompanhadas de suspiros e de um ” poxa…mas eu gosto tanto…” Roupas que não fazem parte do dia a dia, apenas estão lá, como que para dar segurança, tranquilizar a dona e alimentar as traças.

Infelizmente, as roupas de hoje não são feitas para durar. Às vezes, nem as de marca, aquelas que você até paga uma pequena fortuna. Claro que “a moda”  pode voltar, mas você dificilmente vai querer usar uma mesma saia depois de uma década. O modelo será o mesmo, mas você (espero) terá mudado bastante.  Pratique o desapego. Vai fazer bem para você e para outras pessoas.

Esse post foi inspirado por um tweet que vi hoje cedo, das meninas do blog A Volta da Pochete.